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Achar o equilíbrio entre investir em tecnologia para atender a demanda crescente e economizar para encaixar no orçamento é o objetivo do Poder Judiciário de Mato Grosso ao promover a Oficina PAC - Plano Anual de Contratações 2020. O evento está sendo realizado na Escola dos Servidores, em Cuiabá, para 50 técnicos da Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI).
 
Até sábado (21), a equipe da TI do Tribunal de Justiça (TJMT) irá passar por uma imersão de conhecimento sobre o setor e novas ferramentas disponíveis no mercado. Depois irá elaborar do plano de aquisições e contratações. Para que o grupo “pense fora da caixinha”, um ambiente “nerd” com bonequinhos da saga Star Wars, Mario Bros, cartazes de games e cartoons e um cubo mágico decoravam o espaço.
 
“O assunto é sério, mas a atmosfera nerd é uma tentativa de trazer um olhar descontraído, um ambiente livre de questões formais para que a equipe deixe aflorar a criatividade e para que o resultado do evento seja o melhor possível”, definiu o coordenador de TI, Thomás Augusto Caetano.
 Segundo o coordenador, a necessidade de um PCA da TI é estabelecida por norma do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da resolução 182, que vem sendo praticada há alguns anos. Entretanto este ano, a CTI optou por um formato mais participativo. “Nos últimos dois meses as áreas envolvidas foram informadas sobre o Planejamento Estratégico do ano que vem, sobre as contratações necessárias para execução da estratégia e metas da administração. Este evento além de cumprir questão regulamentar tem objetivo de oportunizar a discussão, participação ampla dos técnicos”, reforça.
 
Os técnicos do TJMT estão contando com o aconselhamento do diretor Latam do programa Executivo Gartner no Brasil, Hiraclis Nicolaidis, referência na área. “A iniciativa do TJMT em pensar antecipadamente e buscar otimizar o ‘gastar bem’ e ‘no que gastar’ é fantástica”, elogiou. “Esta parceria com o TJ permite olhar na otimização de custos e não apenas para o corte de custos, afinal mais importante que cortar custo é gastar bem”, analisa.
 
De acordo com o especialista, um dos trabalhos que será desenvolvido nos três dias de trabalho será apresentar estudos comparativos sobre gastos de organizações e resultados entregues à sociedade, e dados sobre a medição da eficiência que a TI do TJMT está desempenhando e a maneira que isto impacta no Tribunal. “Se trata de olhar para as necessidades do TJ e alocar os custos da maneira mais eficiente, mais inteligente, que melhor traga impacto para a sociedade”, resume.
 O juiz auxiliar da Corregedoria, Otávio Vinícius Affi Peixoto, destacou que atualmente o Poder Judiciário vive um ciclo proveitoso do uso da tecnologia e melhoria de processos. “A gestão como um todo vem usando a tecnologia como ferramenta para melhorar processos e atingir objetivo estratégico do Tribunal. Exemplo disto foi o evento que tivemos no Escritório de Processos e que foi apresentado as melhorias que o TJ conseguiu fazer. No âmbito da Corregedoria a nova forma de auditar e correicionar as unidades”, cita.
 
Peixoto destaca que a oficina PAC é uma demonstração de que o Tribunal tem investido em compliance (agir de acordo com uma regra, uma instrução interna, um comando ou um pedido). “Antes havia aquele encaminhamento frio de todas as pessoas que demandam da TI, agora a gente vai ter uma melhoria nesse processo de estabelecer qual é o plano de contratação, qual o foco do PAC do próximo ano”.
O presidente do TJMT, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, reforçou que as maiores demandas sociais por mais agilidade, eficiência e segurança nos serviços da Justiça passam pelo trabalho da TI e lembrou da evolução tecnologia que o Poder Judiciário encarou. “Da época que entrei no Judiciário até hoje vi muita evolução. Da máquina de escrever com teclinhas, passando pelo computador CP 500 e os de hoje, a evolução é enorme. É gratificante vivenciar isso”, admitiu.
 
“O Poder Judiciário depende sim dessa tecnologia, o próprio PJe, nosso sistema atual é fruto da tecnologia. Mas a gente quer evoluir muito mais e num clique só resolver tudo. Por isso o investimento é crescente, mas precisa ser algo planejado e não um achismo”, afirmou. “O empenho e a dedicação da equipe de TI permitira que o Judiciário alcance as ambiciosas metas assumidas na nobre causa de servir a população deste Estado”, concluiu.